Forward Deployed Engineer
Engenharia · Remoto · Brasil
A climbee está contratando um Forward Deployed Engineer para colocar IA em produção dentro dos nossos clientes. Você vai trabalhar no ambiente deles: entender como a operação funciona, conectar os sistemas, organizar os dados e entregar um agente ou workflow que roda todo dia e gera resultado que o cliente consegue medir.
Se você já levou um sistema com modelos generativos até usuários reais, viu o que quebra em produção e aprendeu com isso, queremos conversar.
Sobre a climbee
Inteligência que move negócios. A climbee combina conhecimento de negócio, tecnologia e execução para transformar mudança em capacidade que opera. Trabalhamos com empresas de grande porte na América Latina em engajamentos que começam pela alavanca de negócio e terminam em sistema rodando.
Escolhemos alguns domínios de negócio e construímos neles os nossos Operating Systems. Um Operating System abstrai os sistemas e as integrações daquele domínio e cria uma interface única onde pessoas e agentes colaboram para operar os processos-chave da companhia: vendas, crédito, supply, backoffice e outros.
O papel
A maior parte do trabalho de IA em empresa grande é integração e dados: ERP legado, API mal documentada, planilha que virou sistema, dado que precisa de limpeza antes de servir para alguma coisa. O modelo costuma ser a parte mais simples. O FDE é quem faz o resto funcionar e leva o sistema até a operação do cliente.
Você é a referência técnica do engajamento, do primeiro mapeamento ao sistema estável em produção, com autonomia para decidir arquitetura, ferramenta e sequência. Trabalha em dupla com quem lidera a frente de negócio. Por trás, o time da climbee: plataforma, dados, segurança e os engenheiros dos outros engajamentos.
- É um papel de construção. Você escreve o código, decide a arquitetura e responde pelo que está rodando. Proposta, slide e gestão de conta ficam com outras pessoas do time, e você conta com elas.
O que você vai fazer
- Entrar no cliente e, em ciclos rápidos, mapear o processo com quem executa e transformar a dor em caso de uso com métrica de sucesso clara.
- Entender o inventário técnico: sistemas, APIs, bases, fluxos de dados, identidade e permissões. Dizer cedo o que é viável e onde vai travar.
- Construir as integrações necessárias com sistemas de registro (ERP, CRM, core bancário, sistemas de saúde ou o que o cliente tiver, incluindo os casos sem API).
- Montar os pipelines de dados que alimentam o agente: ingestão, limpeza, modelagem, qualidade e governança.
- Desenhar e codar agentes e workflows com modelos generativos: tool use, RAG, orquestração, guardrails e humano no loop onde o risco pede.
- Levar para produção e manter de pé: deploy, observabilidade, evals contínuos, custo por transação, latência e incidentes.
- Validar hipóteses rápido com dado real, medir contra baseline e decidir o que escala.
- Automatizar o que repete: scripts, agentes e ferramentas internas que deixam você e o time mais rápidos.
- Explicar o que construiu para o analista que usa, para o gerente que acompanha e para o executivo que decide.
O que precisamos de você
Não esperamos nota máxima em todos os tópicos, mas precisamos ver cada um deles na sua trajetória profissional.
- IA em produção. Pelo menos uma solução com modelos generativos que você construiu e que outras pessoas usaram por semanas, com alguma métrica acompanhando. Vale ferramenta interna, agente rodando na sua empresa ou projeto próprio com usuários; não precisa ser produto de escala. Conte o que aprendeu quando saiu do protótipo: o que quebrou, o que mudou. Protótipos e hackathons contam como experiência, mas não substituem isso.
- Integração de sistemas corporativos. Já conectou sistemas legados e de mercado (SAP, Totvs, Salesforce, Oracle ou equivalentes) via API, mensageria, banco ou arquivo, e lidou com autenticação, paginação, rate limit, retry, idempotência e dado que muda de formato sem aviso.
- Engenharia de dados. SQL avançado, modelagem, pipelines em produção, qualidade e linhagem de dado. Você sabe que o problema do agente quase sempre começa no dado.
- Engenharia de software. Python fluente (TypeScript é bônus), testes, versionamento, CI/CD, containers e cloud (AWS, Azure ou GCP). Código que outro engenheiro consegue manter.
- Avaliação e operação de sistemas com modelos generativos. Evals, observabilidade, controle de alucinação, guardrails, gestão de prompt e de custo. Você mede a qualidade do sistema com método, não com impressão.
- Jeito de trabalhar nativo em IA. Você usa agentes de código e modelos todo dia para escrever, depurar, explorar arquitetura e analisar dado, e sabe onde eles erram. Acompanha o que muda nos modelos e incorpora no que constrói.
- Campo, negócio e comunicação. Já atuou dentro de cliente ou de área de negócio, conversou com usuário e gestor e negociou escopo. Escreve curto e estruturado: um memo seu leva à decisão. Vê o padrão por trás do caso: o que num cliente é solução, você reconhece como produto. Português fluente e inglês para ler, escrever e conversar. Disposição para estar no cliente quando isso muda o resultado: workshop, go-live, sala de executivo.
O que pesa a favor
- Já foi FDE, solutions engineer ou founder técnico de produto B2B, com histórico de transformar solução de cliente em produto.
- Construiu componentes reutilizáveis a partir de vários clientes: conectores, frameworks de eval, templates de agente.
- Entregou em setor regulado ou complexo: financeiro, saúde, seguros, infraestrutura, varejo, agro, entre outros.
- Tem projetos públicos, artigos ou palestras sobre IA aplicada que mostram como pensa.
- Entende de negócio o bastante para traduzir o que entrega em reais, horas ou risco.
- Instrumenta o próprio trabalho: ferramentas, scripts e agentes internos que deixam o time mais rápido.
- Gosta de ensinar: já deu talks internos, escreveu sobre o que aprendeu ou formou gente no time.
Formato e o que oferecemos
- Remoto, com base no Brasil e presença no cliente quando isso muda o resultado (workshop, go-live, reunião com executivos); estimativa de 10% a 30% do tempo em viagem, combinada com antecedência.
- Autonomia sobre arquitetura e ferramenta, e acesso aos modelos e às ferramentas de IA mais recentes sem burocracia.
- Problemas reais em operações de grande porte na América Latina, com acesso direto a quem decide no cliente.
- Um time que você consulta: engenheiros dos outros engajamentos, plataforma, dados e segurança.
- Contato direto com os fundadores e voz nas decisões de produto.
Para todas as pessoas
A climbee contrata pelo que a pessoa construiu e pelo que pode construir aqui. Avaliamos todas as candidaturas pelos mesmos critérios, sem distinção de gênero, raça, idade, orientação sexual, deficiência, origem ou formação. Se você atende à maior parte do que está aqui e tem dúvida sobre o resto, candidate-se.
Como se candidatar
Envie CV ou LinkedIn e um parágrafo sobre o sistema de IA em produção do qual você mais se orgulha: o que fazia, quem usava, o que mediu. Links para código, artigos ou palestras são bem-vindos. Respondemos a todas as candidaturas.